domingo, 19 de abril de 2009

Só uma piada para adoçar o gosto!

Ah e tal, numa entrevista perguntaram ao Esteves Maravilha (vulgo Stevie Wonder) como era ser cego.

Aparentemente a resposta dele foi: "Antes cego do que preto!"

sábado, 18 de abril de 2009

O Jogo

Este domingo (amanhã) pelas 15 horas o meu Carvalhal vai jogar com a fonte boa dos nabos, vamos poder contar com as superestrelas do costume ente elas Macacão na baliza, Biru, Rui da pastelaria mirabela, Carlos Tubarão, Jak's e o Capitão João Manel, dono da pastelaria Rolo entre outros. Se ganharmos o prémio é uma taça cheia de uvas e um garrafão de bagaço de 5 litros que os jogadores têm de beber todo no balneário, se alguem não beber fica no banco o próximo jogo todo, mesmo que seja o guarda-redes.

Eu vou ver com a tia, gosto muito de ver jogos do Carvalhal mas tambem gosto do Académica. O meu clube internacional é o Ajax. Tambem gosto quando aos feriados há jogo em Carvalhal Solteiros X Casados.

O Carlos Tubarão uma vez mandou um patardo e partiu um placar de publicidade da Lusogranito que estava ao pé de mim.

Carvalhal ganha quase sempre porque o mister lhes chama nomes e manda-os ir para casa e se alguem dá um pénalti a outra equipa ou falha um remate de baliza aberta ou um penalti fica no banco o resto da temporada, mesmo que seja o guarda-redes.

O ultimo Jogo foi contra a Charneca e ganhamos 16-3. Eles marcaram 4 golos mas o árbitro não viu um porque estava a discutir com o mister porque o mister lhe tinha chamado cara de cu, e foi de penalti.
Uma vez o árbitro saiu ao inicio do jogo porque a mãe do Arnaldo lhe atirou um peixe cru por a bola ter seguido dos outros e acertou-lhe no olho.

Uma vez um jogador do Carne Assada vinha desmarcado pelo flanco direito e eu atirei bolotas para dentro do campo, ele caiu e esfolou o joelho e um cotovelo, os polícias de segurança viram e obrigaram-me e pedir-lhe desculpa. Uma vez o Júlio mostrou a pila ao polícia e chamou-lhe paneleiro e o polícia deu-lhe com o cacetete na pila.

No intervalo como uma bifana e um frissumo. Quem fáz as bifanas é o Odílio e o Picos.

No fim do jogo quando Carvalhal ganha as carvalhosas vão para o carro buzinar e chamar nomes às outras.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A feira da Malveira

Na Quinta fui com a minha tia à feira da Malveira, como sempre estave cheio de carros e tivemos de estacionar em alcainça ao pé dos cabeleireiros Teresa & Gaspar, ainda tivemos de andar um bocado mas valeu a pena porque a tia comprou-me um tamagochi daqueles que é um dinossauro mas o botão de reset não trabalha por isso quando me farto dele deixo-o morrer a fome para começar de novo. Ainda me comprou uns ténis da adidoss só que o direito é o 39 e o esquerdo é o 42, o que vale é que remato com o esquerdo e o ténis não me sai do pé. Tem pitões mas é dos pequenos para jogar em sintético e em pelado, mas como eu jogo em alcatrão não tardam a ficar lisos. Ainda me comprou um volume de SG filtro que me deu para o dia todo.
Compramos ainda queijadas de Sintra, Cabaças e uma arroba de pipas mas a tia comeu tudo pelo caminho, até comeu as pipas com casca.
Como a tia não me deixa fumar no carro tive de ir com a cabeça de fora da janela, mas quando ía-mos a arrancar, a tia acelerou de repente e o cigarro escapou-me da mão e foi acertar no olho de um polícia que vinha de mota atrás de nós, o que vale é que já estava quase no filtro e despistamos o polícia na Arrifana.

Quando chegamos a casa a tia foi tomar banho com sais de banho porque assim é mais fácil sair da banheira e eu fui jogar FM com o Olivais e Moscavide, uma vez chateei-me por perder contra o Estoril e mandei um murro no teclado e fiquei sem o C de cedilha, agora tenho de por um C normal e uma vírgula assim C, , não é a mesma coisa mas serve.

Tive para comprar um teclado na feira mas não tinha os acentos nem o símbolo do euro, só tinha aqueles dois pontinhos para por em cima do o e o Pi.

Na proxima quinta vou outra vez à feira e compro um alvo insuflável para jogar setas e um baralho de cartas com gajas nuas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A minha relação com a Tia

Quando era mais novo ia com a tia comer ao restaurante "O cantinho da esquina" do senhor Robalo, ela levava-me sempre a mim porque eu nao gostava do couvert e assim ela podia comer tudo, mesmo em casa eu nunca comia a gordura do fiambre e dava-lhe.



Eu pedia sempre o bitoque de frango porque nao gosto de porco nem vaca nem peixe, a tia pedia feijoada, caldeirada, açorda de marisco, bifanas, cozido à portuguesa e tostas daquelas para comer com miolo de sapateira, alem disso é a única pessoa que eu ja vi comer azeitonas e não cuspir o caroço. Ela comia tudo menos arroz de tomate, quando fazia douradinhos com arroz de tomate ela comia os douradinhos todos dentro de uma cabeça de pão ou de um papo-seco e nós comiamos o arroz e bebíamos sumol.

Uma vez ela apanhou uma intoxicação alimentar e foi parar ao hospital, como não lhe deram morcela ela bebeu o soro todo, ela diz que nunca passou tanta fome e só lá esteve duas horas, até me pediu para ir comprar 7 sandes de presunto e marmelada para o caso de ser operada eu entrar na sala de operações encapuçado e meter as sandes no estómago dela, mas só lhe fizeram uma lavagem ao estomago, mas à segunda vez porque à primeira enfiaram-lhe o tubo na traqueia, os médicos só tiraram quando ela ficou roxa. Ela diz que queria vomitar mas não conseguiu porque tinha um tubo no esófago e acabou por se urinar pelas pernas abaixo.

Ela diz que nunca foi operada mas já foi, fez um aborto clandestino aos sete meses de gravidez, há quem diga que o bebé já falava e tudo mas eu não acredito porque a minha mãe dizia que os bebés só aprendem a falar no oitavo mês de gestação. A tia tem uma cicatriz que vai até ao peito porque espirrou quando a estavam a abrir para tirar o feto.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

História nº 1

Boa tarde, amigos.
Esta vai ser a primeira história, entre muitas, sobre a nossa tia, a tal gorda, e as suas aventuras do dia-a-dia, começando com o verdadeiro desafio que é ter de se levantar da cama, e o derradeiro desafio do dia, que é deitar-se na mesma.
Ora a história de hoje, é a história de como conheci a tia gorda , e como fiquei a viver com ela.
Corria o ano de 1988, estavamos a 25 de junho, um domingo, e os meus pais tinham me deixado com a minha avó para irem passear ao jardim zoológico, e foi aí que tudo correu mal, porque os meus pais foram com a minha tia gorda, e ela tem um problema com comida, caso não tenham reparado, então teimou em ir roubar os amendoins aquele elefante que toca o sino. Possivelmente, sozinha teria-se safado bem, mas a besta começa a gritar:
"Vem ajudar-me ó Vítor (o meu pai), que ali o trombudo não me quer dar os cacahuetes."
Ora o meu pai, para não desagradar à minha mãe, lá foi, só que a tentar ajudar ficou entalado entre a baleia e o elefante, e sufucou até à morte, enfiado entre as mamas da minha tia. Na verdade, não consigo imaginar pior morte, isto porque a minha tia é daquelas senhoras que gosta de usar grandes decotes e tops no verão. Ora imaginem só o que é uma mulher, cuja textura é uma autêntica armadura de pacotes de óleo fula embrulhados em coirato e margarina, a usar um top decotado, nojento hã?
A minha mãe, ao ver tal espectáculo, fez um daqueles recuos à cinema, onde a intérprete recua lentamente a gritar "Não, não", e a chorar muito, só por trás dela estava o fosso dos leões. A minha mãe tombou para dentro do fosso, partiu o pescoço e e esvaiu-se em sangue, atraindo os leões, e como estava na hora de almoço do staff do zoo, ninguém foi recuperar o corpo da minha progenitora, proporcionando aos bichinhos uma alegre almoçarada.
Ora estava eu em casa da minha avó, quando ouvimos bater à porta, era um policia. Ele explicou a história à minha avó e a pobre coitada não conseguiu resistir, desmaiou, e no momento em que desmaia, bate com a cabeça num abajur vibrante com que eu tinha estado a brincar (na altura ainda não sabia o que era tal coisa), que lhe perfurou a cabeça de uma orelha a outra, matando a pobre idosa.
Eu fiquei ao cargo da assistência social, que me encaminhou para o meu parente mais próximo, a minha tia gorda. Fui viver com ela a uma quinta feira de manhã, mas como havia feira na Malveira ela só apareceu à tarde. Lembro-me bem desse dia, fomos para o café da vila, porque há um em todo o lado, e sentámo-nos na esplanada, eu bebi um copinho de água da torneira e comi um pãozinho com manteiga, enquanto que a minha tia pediu uma açordazinha de alho e uma imperial com groselha ( sim, porque até na bebida ela põe coisas doces, groselhinha para engordar, a gordalhona de merda!). Fomos para casa, a criada não estava e ela pediu-me: "Dá-me banho". Eu, que remédio tinha se não obedecer ali ao moby dick. Provinha um cheiro estranho da senhora, aparentemente as pessoas gordas deixam crescer fungos entre as pregas de gordura que causam mau cheiro mas, não era o caso, pois os fungos não pedem socorro, entre as banhas da minha tia estavam os outros sobrinhos presos. Eu, a muito custo lá os tirei e e continuei a dar banho à senhora. Moral da história: "Quem desdenha quer comprar."